Hipertensão (tensão arterial elevada)

O factor de risco mais importante: 70% das pessoas que sofrem um AVC tem hipertensão! Não tem sintomas (não dói!), e só pode ser identificado através da medição da tensão arterial. Quanto maior for a tensão arterial, maior o risco de sofrer um AVC. E o oposto também é verdadeiro: uma redução de 0,6 no valor da tensão diastólica (a mínima) leva a uma redução de até 40% do risco de sofrer um AVC. As medições regulares da tensão e o tratamento da hipertensão (especialmente se tiver tabagismo, diabetes, colesterol alto, obesidade, consumo de álcool, pouca atividade física ou tendência familiar para hipertensão) são fundamentais para a prevenção do AVC!
As tensões devem estar abaixo de pelo menos 140/90, e de preferência abaixo de 120/80 mm Hg.

 

Diabetes

O AVC é 4 vezes mais comum em doentes com diabetes (quer tipo 1, quer tipo 2) em comparação com a população em geral. Esta doença pode começar sem sintomas significativos, mas pode ser identificado por um teste sanguíneo simples. A diabetes desequilibrada pode levar à obstrução de pequenos vasos sanguíneos em várias partes do corpo, tais como os intestinos e rins, bem como ao bloqueio dos vasos sanguíneos do cérebro, resultando num AVC.

 

Gordura no sangue em níveis elevados

É particularmente importante para manter níveis baixos de “mau” colesterol (LDL) e níveis elevados de colesterol “bom” (HDL). É importante assegurar que o nível total de colesterol no sangue não exceda 190 mg/dl. O limite de LDL recomendada é de 100 mg/dl para as pessoas saudáveis, mas pode ser de menos de 70 mg/dl para quem teve um AVC ou um ataque cardíaco.

 

Arritmias

Fibrilação auricular é a arritmia mais comum, e a sua frequência aumenta com a idade. Desenvolve-se geralmente em doentes que sofrem de outras doenças cardíacas (como insuficiência cardíaca, doença da válvula do coração ou aterosclerose coronária). Esta arritmia diminui a contração eficaz das aurículas do coração, ficando o sangue aí mais estagnado antes de passar para os ventrículos. Sangue que flui de forma anormalmente lenta tende a coagular e causar trombos de sangue que podem ser depois conduzidos ao cérebro, entupindo aí uma artéria e causando um AVC.
A fibrilação pode ser diagnosticada com vários testes não invasivos, como o eletrocardiograma. O tratamento da arritmia e a utilização de anticoagulantes pode reduzir o risco de um acidente vascular cerebral em 70%.

 

Tabagismo

Fumar é um acelerador para o desenvolvimento da aterosclerose, e para o aumento dos níveis de coagulação no sangue. Também aumenta os danos causados às paredes dos vasos sanguíneos do cérebro.

 

Consumo excessivo de álcool

Beber em excesso é um fator de risco de um AVC, mas o consumo de vinho - especialmente o vinho tinto - em pequenas quantidades pode até proteger contra um Acidente Vascular Cerebral.

 

Obesidade

O risco de sofrer um AVC é maior em pessoas obesas. Sobretudo quando a tendência é estar acima do peso no centro de seus corpos, conhecidos como “obesidade abdominal”. A investigação médica descobriu que alguns dos fatores de risco estão interrelacionados: a obesidade leva a altos níveis de gordura no sangue, hipertensão e resistência à insulina (que leva ao desenvolvimento de diabetes tipo 2).
Por outro lado, a perda de apenas 5% a 10% do peso do corpo pode conduzir a uma redução de 30% da gordura abdominal, resultando em melhoria significativa no perfil de risco do indivíduo para sofrer de doenças cardiovasculares.

Quais são os principais fatores de risco do AVC?

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