Nutrição: Disfagia após AVC
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A disfagia define-se pela dificuldade ou incapacidade de transportar de forma segura o bolo alimentar da boca até ao estômago, isto é, a dificuldade de deglutição.
Pode afetar cerca de metade das pessoas que sofrem um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Embora uma boa parte recupere a capacidade de deglutição de forma parcial ou total nas primeiras semanas, cerca de 15% dos sobreviventes mantêm as dificuldades, podendo apresentar esta sequela seis meses ou mais após o evento.
Quando a deglutição está comprometida, surgem dois riscos associados:
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Défice Nutricional e Hídrico: a dificuldade em comer e beber reduz drasticamente o ingestão de nutrientes, conduzindo à desidratação e à malnutrição severa.
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Complicações Respiratórias: o risco de aspiração (entrada de alimentos nos pulmões) é elevado, o que potencia o aparecimento de infeções respiratórias graves, como a pneumonia.
Para diminuir estes riscos, a gestão nutricional foca-se na adaptação de texturas:
os cuidados com a saúde oral
Texto da autoria do Prof. Paulo Melo, (FMDUP)

Figura 1
Método de escovagem

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Figura 2
Formas de adaptar a pega da escova (com por exemplo, bolas, plasticina, cabo de uma escova das mãos)

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Figura 3
Meios auxiliares para limpeza interdentária (da esquerda para a direita: fio dentário, fio dentário com aplicador, fio dentário com aplicador, raspador de língua)

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